domingo, 31 de maio de 2009


Beijos nas ideologias

De nada adianta viver
se não ouço nem respondo
aos questionamentos da minha alma
Se apenas os impulsos são lidos e relidos
incoerentes,insanos e indefinidos
perdidos num mar sem razão de ser...
Será que não existe uma certa esclerose neste pensamento global?
Quero de fato,apenas a interpretação de minhas verdades
desde que as mesmas reflitam uma certa coerência com o bem comum
Gostaria de fulminar o egoísmo, más ai talvez ainda seja utopia...
Quero pensar sem amarras...e concluir sem remorso...
Beijar a boca do bom senso...e pôr uma única pedra que seja...
No caminho de um mundo melhor a todos!

Márcia Poesia de Sá

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O que é ser poeta?....ser artista?....ser compositor?

É saber por em palavras, telas e músicas os sentimentos e inquietações...
ou será que é ter algo interno que se debate e precisa sair de alguma forma
Ou será ainda, a capacidade se expandir a consciência alheia?

Eu pessoalmente não acredito muito na arte que sofre para nascer
no poeta que se remói pra achar as rimas...no pintor que desmancha sua tela várias vezes até encontrar o que já estava lá desde o princípio...más é apenas uma opinião minha...um pensar.....talvez seja ainda...
talvez, uma maneira suave de levar o leitor,espectador pela mão...
e mostrar-lhe seu mundo....talvez ainda e aí sim, minha maneira de pensar
ser poeta é escrever com o coração...coisas que o cérebro pensa
a pele sente e os olhos fecham....
é doar-se sem medo de se expor
é abrir a alma e deixar que voem as borboletas da imaginação.

terça-feira, 26 de maio de 2009


Fogo nas veias Poéticas

É pintura na tela, paisagem
é a cor da emoção, é pecado
é vermelho, certeiro e em cheio
é o cheiro, o gozo, o abraço

O arrepio que corre no corpo
os joelhos que tremem na base
é paixão quase certa, moça
é amanhecer com prazer na bagagem

O beijo na boca da noite
Lingua na goela dos anjos
sangue que borbulha nas veias
olhos úmidos de prazer e espanto

é loucura que rasga o tempo
relógios de prazeres ao vento
é toque de pluma de ganso
arrepio na pele dos santos

É roubar o fazer num instante
é querer e poder, num rompante
é a vida! de fato e adiante
somos tontos loucos e profanos.

Dhenova & Márcia Poesia de Sá
fevereiro 2009

Deu a louca na Floresta Encantada

A natural calma da floresta
é abalada com a lua cheia
os rios levantam-se intrépidos
pra ver o que há no céu...

As fadas serpenteiam o ar
os fogos começam a saltar
uma transformação estranha...
fadas viram salamandras

e trolls invadem a cena
numa dança provocante
salamandras inexperientes
revesam-se na parceria

Gnomos fazem ginástica
duendes ficam calmos
uma loucura danada
atores doidos e sem palco

uma lua brilhante
observa calada
as fadas em todo furor
escrevendo só palavras

os elfos jogam bola
e ondinas trazem
biscoitos apimentados
nesta noite tresloucada

Na mais pura inocência
as nuvens observam a piração
e a lua cheia... inchada
não aguenta e dá risada!

Anorkinda Neide e Márcia Poesia de Sá

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alexandre Almeida...e apenas uma de suas obras!

Para Alexandre Almeida Amigo muito querido e escultor excelente...

Do lixo...magica arte

No que pensas? Deus das formas...
nas entranhas de teu aço?
mergulhando no verniz o teu espaço
no oco vazio da imaginação

Não te preocupes menino lindo...
pois tuas mãos já encontraram o caminho
e da natureza retiras os espinhos
transformando-os em arte e prazer

Tuas maquinas,bichos e pesadelos
já não amedrontam quem tu virás a ser
artista da emoção em solda e em fogo
o calor da tua alma me faz arder

Impactante visão de força
poesia tosca esse teu viver
lixo,arte,força e poesia
ferro,aço a derreter...

Márcia Poesia de Sá

Visita da brisa

Vim dar-te um beijo
aquecer tua nuca com meu hálito
e na partida da ultima estrela
fazer um arco ires de espasmos

Vim dar-te meu tempo
um coração embalado
em celofane brilhante
um perfume na janela entrará

Sentado na escrivaninha da vida
sentiras a brisa ofegante e terna
das paixões utópicas radiantes
do eterno desejo escondido

E quando hoje deitares
invadirei teus sonhos pueris
farei poesias nas nuvens
não te deixarei dormir...

Márcia Poesia de Sá

Verdes folhas aladas

Tu...ser da floresta
faz meus olhos em festa
iluminas meu viver
nas manhãs em que acordo triste
teu voo lindo me faz emudecer
A natureza em ti fez um brinde
te transformou no mais bonito ser
de repugnante e rastejante inseto
em folhas aladas pra enternecer
assim também vivem alguns poetas
reclusos ! sérios, só a escrever...
mas seus poemas saem das janelas
e voam livre ao entardecer.

Márcia Poesia de Sá


Para uma fadinha amiga (Anorkinda)

Alguém já te disse...
que tens olhos de meninice...
que tens o sorriso de Alice
que tens gnomos no ar?

Alguém já te disse?
que és fantasia e festa
que inundas as matas e o mar
com seus sorrisos e deuses?

Alguém já te disse?
que conquistas com o sorriso
que invades com as palavras
e tomas conta de nossos corações?

Alguém já te disse?
que queria sentar contigo
no banquinho dos contos de fadas
e descobrir de repente...que a fada és tu...?

Márcia Poesia de Sá (2009)

domingo, 24 de maio de 2009





Magias de Sacharuk


Ele se diz obtuso
um cara um tanto confuso
vasto em pensamentos
mas pra falar,é um custo!

Mente vibrante...sagaz
admiro demais este rapaz
Pai afetuoso e doce
amante da bela musa

Crítico,inteligente
ateu por opção
mas Deus o ama muito
fez dele, até canção

Nas tuas músicas,viajo...
nas poesias divago....
voo alto em tuas letras
piso no chão e te aplaudo!

O cara lesiona,escreve....
emociona e compõe
dizem que ele é bruxo
faz de poesia poções....

E nas noites de lua cheia
nos encanta de alegria
nome estranho esse : Wasil
prefiro chamar-te....Poesia!

Márcia Poesia de Sá

sábado, 23 de maio de 2009


Obsoleta convicção

Muitas vezes nos achamos resguardados
na certeza convicta de ter fechado o cadeado
do peito...ter cansado da guerra,já ter desistido!
estar protegido das loucas travessuras de cupido

Mas ele,excelente arqueiro da mitologia
esconde-se em linhas transparentes
finge-se de morto até...
sorri no canto de boca,dagente

Olha quieto por algum tempo
pensamos até conseguir iludi-lo
pobres de nós! inocentes idiotas

Ele nos flecha na mais estranha hora
de forma certeira e inglória
e sai chutando pedrinhas...sorrindo em nossa estória...

Márcia Poesia de Sá

MATURAMENTO

É preciso travar insistentemente:
a luta contra o preconceito
o cuidado com a paixão ardente
a fuga do próprio sujeito
em evolução constante da mente
o amar sem ver defeito
para poder seguir em frente

Decimar Biagini
Tela de Josephine Wall



Fuga para amar nas estrelas


Vim de longe de outras eras
outras vidas sabe-se la
venho vestida de estrela
para teu céu iluminar

Trago na alma todas as cores
que me desnudas ao luar
amando tua alma com cheiro de flores
só tu me pôs hoje a versar

Minha alma pressente a tua
reverencia a afinidade
e de mãos dadas as duas
trocam confidências com a eternidade

Beijo assim tuas mãos
minha fada do sorriso
meu coração está morno
pois tão morno é teu abrigo

Teu abraço nesse enlace
de poesia e amizade
um amor tão surreal
que minha alma invade

E vamos embora pra o Olimpo
passear ao redor de Gaia
somos almas livres enfim
dessa casca que atrapalha!

Márcia Poesia de Sá
Texto escrito para minha amiga e excelente escritora, a poetisa Neide Escada da Rosa

Presunção

Ela se vê como castelo ao vento
Paredes sólidas de rocha e ar
não se apercebe que de tempos em tempos
pequenas pedrinhas começam a rolar

Não vê que o solo arenoso e pobre
a tanto tempo...já não resistirá
e abalada, a base nada sólida...
o teu castelo se despedaçará

De pé com olhos em horizontes mortos
cresce a cegueira desta humanidade
que mais cedo ou mais tarde...
te devorará

Márcia Poesia de Sá

Predadores - Acróstico


Pena...que pena dos homens
roendo seu próprio alicerce
enganados pela ganância
diluem-se pensando errado
a natureza nem sempre se recompõe
doidos !!! os que predam seus irmãos...
outro mundo não teremos...cuidem!
Rios, animais , mares e ares...
estes todos somos vós!!!
sem eles...morremos nós.

Márcia Poesia de Sá

terça-feira, 19 de maio de 2009


Impossível



Impossível não se inspirar

quando tudo que respiro é poesia

Impossível não apaixonar

por este sorriso de criança

Impossível não desejar

uma lua cheia e só nós dois

Impossível não querer

uma vida com você a dois

Impossível não sonhar

e abraçar-te em meus sonhos

Impossível não rever

preconceitos e conceitos

quase sempre tão medonhos

Impossível não levar

você dentro do meu peito

parte total do meu sonho

Impossível! Impossível!

é não rever esta palavra

Apaga-la dos arquivos

deste poético coração

Que te ama de verdade

que se entrega a toda hora

Que faz de ti minha estória

Que é ainda e sempre...

A rima da razão.


Márcia Poesia de Sá

sábado, 16 de maio de 2009

Tela de Bierstadt

O beijo da morte
Hoje olhei os olhos da morte e ela estava triste...
ela me falou do vazio de estar sempre só
me disse que tanto tentou fazer amigos...
mas que ninguém a deseja por perto
e ela é sempre escorraçada....
Hoje falei com a morte e tive pena dela, coitada...
tudo que ela deseja é apenas ser amada
ser compreendida e desejada....
ou se isto tudo, não for possível
pois que ao menos saibam aceita-la!
Doce e bondosa criatura...
que apenas nos tira deste limiar do nada
onde todas as poesias já foram apagadas
e um verme percorre as entranhas do poeta
Ela nos socorre da dor futura
que caminha em galopes rápidos
a nossa procura.....
ela apenas nos cura!
Hoje beijei a morte
e senti em seus lábios a mais inebriante doçura
um toque terno que me abraça lentamente
enquanto crava em meu coração devidamente anestesiado
A lança fria de caridade e ternura
me tirando assim em sonhos coloridos
desta vida de dor e sepultura
beijando-me apaixonada os olhos e a boca
Com a mais doce candura...........
Márcia Poesia de Sá

domingo, 10 de maio de 2009


Quando o sol nascer...


Quando o sol nascer
que seja lindo e morno
iluminando a alma
de quem se achava absorto

Que venha brilhante ,sorrindo
Que venha faceiro e alegre
que venha assim desse jeito
manso,meigo,carinhoso e lindo


Que guarde em si as dores do ontem
que as deixem queimar,mansamente
que as cinzas voem pra longe

Que as estradas sirvam de livro
pra aprender a cada passo
que o sol seja amigo! quando nascer....

Márcia Poesia de Sá

sexta-feira, 8 de maio de 2009


Texto....A lágrima e o coração


Senti algo nos olhos.....não sabia bem do que se tratava....
quando de repente ela aparece....
más debruçada em meus cílios, antes de desmoronar, ela observa o que faço naquele momento... e o que havia a expulsado de meus olhos pela pressão dos batimentos de meu coração......
Ela viu o teu poema, e o leu comigo enquanto se deitava em meus olhos meio em duvida de sair.....apenas por medo de umedecer o papel e borrar tuas letras,ela decide voltar e eu a engulo....
ela lá dentro, conversa com meu coração e o acalma dizendo.....
- não faz assim....foi apenas uma poesia....uma beleza escrita....uma alma de poeta que a fez ver colibris em pleno dia....não fica assim querido coração...cuida bem de ti.....pois emoções deste calibre só te fazem bem....
E não precisas de mim....pois seria o mesmo que chorar quando o sol nasce....ou quando um amor renasce.

E a lágrima e meu coração se fundiram num terno abraço,pensando em ti.....

Márcia Poesia de Sá



Tela de Josephine Wall

Voo livre....

Ando versando nuances de mim
sou a poesia em passos lentos
o voo do colibri dentre telhados de vento
mergulho em minha cor e me busco

Sou a terapia dos vazios inclusos
agendo os dias pelas tuas horas
E perco a cadeira do teu cinema
na estranha alça do teu pensar

Vago solta,livre....tão sozinha...
que me perco de mim mesma
brinco só de esconde-esconde...

Mas reintegro o poema
com carinho e dilemas
juntando poeiras de quem sou.

Márcia Poesia de Sá





quarta-feira, 6 de maio de 2009



Eu,eu eu........



Quem pode me dizer se sou areia ou rocha

se voo ao vento ou estaciono lento

Admiro paisagens ou faço parte delas?

Se sou miragem ou realidade....



Sou um tanto de flor aberta

interrogação que ama

poesia que declama incerta



Sou passagem de vento de mar

O que eu fui já não sou eu, é certo!

E o que serei só Deus saberá



Para mim já basta essa inconstância eterna

esta inquietude que me faz voar....



Márcia Poesia de Sá


Rio............



Vem desbravando as terras em teu caminho

cortando serras....mergulhando cachoeiras!

Vem nos mostrando a força do teu desejo

Um sonho salgado que trás nos olhos

Vem sem parar,sem se deixar estagnar

Vem virando remanso ou mar

mas por favor...meu querido....



permita-me nas tuas águas me banhar



Márcia Poesia de Sá

Oceano............

Minha alma líquido ser azul
Dissolve dissabores em gotas...

Em minhas águas navegam jangadas
de pescadores de emoções..

Sou o profundo...e o profano
Sou a majestade de meu reino

No mar de minha lágrima insana
Comove-se parte de meu peito

Coração azul de mar
Navegando em meu leito.

Márcia Poesia de Sá


Terra da fantasia



A terra ser azul que rodopia

num azul ainda mais profundo

Faz rodar consigo a luz do dia

Quando escuto os sons deste meu mundo



terra sussurrante faz fofocas

lua la no céu escuta e ri

conta seus segredos para o dia

e ele rubro esconde as faces sãs



Anjos e gnomos em euforia

Duendes da terra da magia

Colhem pétalas de flor durante o dia

e as fazem de sopeiro da alegria



Nossa mãe a natureza, senhora sóbria

Abençoa nossa vida colorida

E a terra num tum tum emocionante

vai batendo coração em harmonia.



Márcia Poesia de Sá

terça-feira, 5 de maio de 2009



Verdes



Trago o sol e o céu

o amarelo e o azul...

mesclo em minha paleta

com o respeito devido por nós

as cores secundárias....filhas das misturas

elas são tão ternas... se deixam tocar

podemos faze-las mansas e calmas

ou enfurece-las no acrescentar

São submissas aos artistas

se entregam a nós em delírio

e brincamos com suas fontes

espatulando suas fibras

Um leve cheiro de mato exala de meus pincéis

tons de mar e folhas se casam

Verde era também os olhos de quem amei

verdes são os olhos do filho que criei

verde é a lágrima do planeta

e a esperança de um novo amanhã....

Há um mar que se exibe pra mim.....

quando beijo você cor de beleza sem fim.



Márcia Poesia de Sá



* Imagem : Tela da pintora Josephine Wall.

Varandas

Olhos de casas que miram
delicadas madeirinhas cruzadas
o branco misturado ao verde
das trepadeiras que por elas caem...
Pequeninas flores azuis
compõem o belo quadro
Das janelas mais que bonitas
como borboletas estáticas
pairam em nosso quarto
Nosso ninho...bem quentinho....
desse nosso amor tão rimado
Varandas se abrem e se fecham
num balet concatenado
e o brando sol quando chega
trazendo a brisa do mar
fica até um pouco corado...

por ainda nos encontrar...

abraçados.

Márcia Poesia de Sá

Palavra Surreal

Passei minha vida inteira pintando cores irreais
fazendo de minhas telas surreais minha realidade
brincando de Deus entre pincéis
refazendo a refazenda.........
desenhando perfis misteriosos
olhos cegos de tanto óleo...
mares calmos de luz e cor
hoje reviro-me do avesso
perco o eixo e descambo............
caio no laço do passarinho
me prendo nas gaiolas que pendurei
solto meus bichos da garganta
sorrio ao céu.......e imagino...
uma tela branca de esperança.........

Márcia Poesia de Sá
Sopa de letrinhas...MÁRCIA.....

Perdi um M no mar...
as ondas estavam altas
marés a me assombrar...
achei um A na areia
andei uma vida inteira...
Ruiu minha casa de renda
devolvi a bordadeira
comi um C...sem querer...
engasguei, tossi poeira
Imaginei o inimaginável
Amei amei amei....

Márcia de Sá- março 2009
Fotografia de Sori ( Ariano ) Praia do amor -PB


O mar em mim.......

Para mim que nasci na praia
o mar é parte integrante da minha alma
é amigo de jornada, confidente da minha lágrima
Parceiro nos dias da infância...juventude....
Creio que estamos tão ligados...
que as vezes sinto no peito as ondas baterem e retornarem
escuto os sons de ventos...abraço a agua prata na calmaria
Meu coração só não sabia...que o mar que eu guardo aqui dentro
tem um veleiro chamado Poesia
que navega em mares calmos...toda noite....todo dia....
Quando o tempo no meu mar muda
e ao invés de vento...tem ventania
Meu veleiro modifica o rumo
muda de prumo....agarra-se aos pincéis do céu e voa....
Numa tela quente de pinceladas vazias...............

Márcia Poesia de

Hoje estou me sentindo um mar em calmaria.......

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Vejo


Vejo um fio de luz prateado

que serpenteia na minha cabeça

e me leva adormecida a outros mundos


Vejo um som que eclode

quebrando nuvens de chuva

se aproximando do céu


Vejo uma luz que acende

como de quarto da noite

iluminando o sonhar


Vejo a vida num instante

vejo o medo distante

sinto meu peito pulsar


Ouço tua voz e viajo

fecho meus olhos cerrados

é impossível não te amar


E deste quarto fechado

minha alma foge num salto

voo pra te encontrar...


olho nos olhos do tempo

sinto teu cheiro de brisa

beijo-te em pleno ar


Márcia Poesia de Sá - 2009



A duas mãos....




Quantas vírgulas terei de esperar


até uma exclamação pousar em nossas vidas?


Fico a sonhar com reticências...reticências...


mas sempre dou de cara com um ponto final.




No ponto e vírgula; me encho de esperanças!


Travessão contigo...meu desejo intrínsico


Entre folhas e linhas nos mostramos...


na realidade da poesia da vida,nos escondemos...




Não quero mais viver de interrogações


Quero sim! a certeza da próxima página


escrita a duas mãos.......contigo.




Márcia Posia de Sá

domingo, 3 de maio de 2009

Agonia
Em meio a tão tumultuado lilás e prussia
descamba um amarelo que ampaledece aos poucos...
Viajando confusa de frente ao retorno...emudeço!
Congela os pensamentos,já não vê ,apenas sente!
Por tras o grito carmim extasiante e agudo como ponta de lança
sangram todas as lembranças...
involuntariamente...pela falta física de um cérebro
que se oculta....
A observar o elmo ferido...no azul da tristeza silencia
Embora labaredas queimem sua voz que antes,rouca e ferina avançava !!!
Hoje queima calada nun peito que chora
No abismo da mulher que apenas as próprias são capazes de compreender...
Rochas decréptas fazem do sangue da terra
rebrotar a arvore da vida...
iluminada pelo céu da esperança...
Que brilha em laranja e amarelo...
seu ultimo suspiro de crêr...
Márcia Poesia de Sá (Poesia escrita para tela Agonia...óleo sobre tela...)
Ouvindo Cores ( frágil suscetibilidade)

Escutando suite número 1 de Bach....


Os pincéis escutam....

e são repentinamente imbuídos de vida....Eles conduzem minhas mãos...aguentam o peso de meu braço,que apenas se entrega ao som e se deixa levar por eles...

Numa dança quase frenética...rodopiam na tela....a paleta se desfaz e derrete...em mesclas e misturas incomuns

Extasiados,meus olhos observam a dança...calados e surpresos!

Márcia Poesia de Sá
Oásis do coração........


Havia um deserto árido

uma secura opcional

plantado por mim mesma, um dia...

havia fechado as janelas do peito

pois tudo nele doía....


Decidi não mais amar

não aceitava nem pensar...

estava feliz com a covardia

a falta de risco me aprazia


Como nem tudo ocorre como queremos

e o coração é rebelde criatura !

meu deserto coloriu ...

quando minha alma viu a tua...



Assim aos poucos...quase sem perceber....

palmeiras verdes em meio a areia

foram plantadas por você

e nas noites de luas cheias...você as aguava...


Um dia, quando eu observava meu deserto....


me surpreendi com um sorriso em meus olhos

vendo estrelas durante o dia

e poetizando o tempo todo!!!


Sentei na beira de teu lago

e olhei o espelho d'agua, buscando por mim.....

más qual não foi minha surpresa!!!
ao ver o reflexo na agua.....


foi o teu rosto que eu vi!!!


Márcia Poesia de Sá

sábado, 2 de maio de 2009

TEMPO


Louco tempo dos relógios
Úmida sensação de olhos
Dúvidas sem fundamento
O pensamento hipnótico

Palavras sem eco se fundem
Ondas de mar se encontram
Diluem o sal da vida
E constroem novas pontes

Marcante presença que caminha
Um viver por demais adiante
Dádiva do sonho...realiza
A mais bela arte do encontro
Risos se fazem presentes e eternos

Márcia Poesia de Sá
http://www.youtube.com/watch?v=pOl18YyqCqU

Homenagem ao Poeta, Advogado e amigo Decimar Biagini (Acróstico)


De teu nome retiro alma
Estasiada fico ao ler-te
Como tantos poetas e pintores
Inundas meu coração de levesa
Menino,moço e homem
A tua força é viva e visível
Ramificam-se teus enteresses

Beleza é só um detalhe
Isto um dia passará...contudo,
A força do teu olhar perdurará
Grande poeta advogado...
Inebria-me homenagear-te
Núvem do sul nos olhos do tempo
Imagem marcante de doce poesia

Com carinho e admiração....

Márcia Poesia de Sá




O amor de um poeta....

O amor...o amor de um poeta
é a frase emudecida
é aquela dor mais doida
é o dentro que se expõe...

O amor de um poeta
é a alma escancarada
é a vida esmiuçada
é a grande conexão

O amor de um poeta
é paixão a toda hora
é volupia,é a vitória
é a rima da razão

O amor de um poeta
é a mais sublime hora
minha vida numa aurora
meu viver,sofreguidão

O amor de um poeta...
é amor na hora incerta
é coração na janela
é brisa de temporal

É a brasa que não esfria
é noite em pleno dia
é loucura vendaval.......


Márcia Poesia de Sá

Venho ...

Venho deixar aqui gotas coloridas, novamente...
Nova mente de arte que me acende
cores aquosas de aquerela recente
que pingam colorido na alma da gente...

Venho deixar o cheiro de tinta impregnada no papél
...nos cabelos da pintora, brilho de céu
na cabeça da autora, desenho em pastél
na vida... só arte,amor e cordel
Venho deixar minha alma, minha calma,meu pensar...
existo só e apenas pra emocionar!!!
Esta é minha missão,minha sina,meu voar

Sou artista dos sonhos que sonhei,das paisagens que vejo
e de tantos outros abismos onde jamais passei...

Venho trazer-lhes a cor! o cheiro a dor!
O sabor da criação numa manhã de verão...

e de meu coração gotejante
escorrem pingos de tinta e de paixão

Márcia Poesia de Sá (18.03.2009)

VEM COR....

Vem cores saltitantes...
inebriantes captadoras da alegria
pula na minha tela fria e aqueçam minha monotonia
Esta monotonia cromática de sentimentos tristes
rabiscados de cinza neste dia dublado
faça da paleta cheia e fulgurosa
seu poema lírico estrelado
Deixa que eu expulse os monstros de meu passado
num mergulho lento e doloroso engasgo
pra rebrotar as cores num céu enluarado
ou num dia de sol...num lugar encantado
E quando exausta estiver...
e o pincel múltiplo de cor cair das mãos
que na tela esteja o último suspiro
a última lágrima que jorrou em vão
E a tela completa,assinada e mágica
saiba invadir corações aos montes
e fazer da tristeza, emoção e alegria
iluminando o dia...de seus admiradores
E calada,na parede fria...muda e silenciosa
guarde meus segredos escabrosos
e com um sorriso suave e olhar doce diga!....
sou bela,sou luz, sou paz....sou tela!


Márcia Poesia de Sá......2009
Tela: Caverna de mar - óleo sobre tela - Márcia de Sá

sexta-feira, 1 de maio de 2009

POR TRÁS DAS CORES







POR TRÁS DAS CORES

As cores de Márcia
Se sofrem não choram
Fazem sorrir sem alegria
Pois trazem no peito
Um pouco do seu jeito
Os leitores as devoram
Outros, seus quadros apreciam
Por algumas vezes
sobre o breu da noite larga
Comovem um poeta que se amarga
Fazendo-o reflectir por meses
Em cores nem tão vibrantes
Que faz seu coração parar por instantes
É nesse tempo, de esperança e de luta
Que não se consegue nenhum consolo
Melhor que o apreciar de sua pintura
As horas não passam por que precisam
Quem precisa que elas passem
O quadro não precisa de moldura
O que interessa mesmo é sua imagem
É quando lembro da poeta e pintora
Que faz pensar sem paisagem
Ela carrega na alma uma figura
Um auto-retrato de sua passagem


Decimar Biagini