terça-feira, 7 de junho de 2011




O silêncio sorri

Espero que na noite silenciosa
sussurros vindos das estrelas
tornem o céu dos sonhos cor-de-rosa
e o amor sentido surgirá sem medo

Espero que a carência de palavras
ecoem no âmago da emoção
reescrevendo contos e parábolas
no silêncio morno deste coração

Espero que na manhã colorida
escutes os anseios e desejos
meu papel se defina na tua vida
algo de menos tapas e mais beijos

Beijos estes, repletos de ternura
Da candura, que tanto nos fez falta
Espero que o silêncio que emoldura
Seja apenas a espera de um sorriso vindo

Dhenova e Márcia Poesia de Sá

sábado, 30 de abril de 2011

O LEGADO NA POESIA CONTEMPORÃNEA

O LEGADO NA POESIA CONTEMPORÂNEA

Creio no silêncio deste papel escrito,
que representado pela janela virtual,
busca dizer o que eu jamais havia dito,
quedando violinos da poesia usual.

Não quero mais a sílaba desconfortante,
irritada por lembranças que me fazem mal.
Outros dias virão num simples instante,
em que tentarei buscar a palavra ideal.

O pão então será repartido entre muitos,
alguns despreparados não terão um sinal,
pois nessa infomaré de tantos assuntos,
até a poesia de Pessoa pode parecer sem sal.

Virá então a queda do poeta. Como não?
Essa é finalidade da semântica existencial.
Restará sucumbido, e outros dias virão,
E aquela seiva em um atento vencedor,
como toda primavera que antecederá o verão,
será a esperança, flor do pântano: o leitor!

Decimar Biagini

terça-feira, 22 de março de 2011


Respirando Estrelas

Andei me reencontrando...me revendo!
Andei virando brilho e sentimento
Andei estacionando em alguma curva do vento...

Andei acreditando em anjos! e em milagres...
andei finalmente...respirando estrelas!

E no doce caminho deste respirar...
inalei constelações de sonhos
Luas de perfumes
e vi cairem

gotas da mais pura emoção.

Márcia Poesia de Sá

Lendo-nos

E a madrugada segue colhendo as letras que lhe são telepáticas, algumas apáticas outras cheias de afeto... E a saudade acorda o poeta, que com contagem regressiva, espera cada segundo... Desesperando a manhã e seus raios de amor profundo, que se perderam na noite por entre pontes de medo... Medo do nada que ele pensa o devorar, equivocado que está, por simplesmente não saber ler-se... E como um cego sobre a pele em braile... descobre-se texto, infinito...submisso as suas linhas superficiais e invisíveis a olho nu...mas tão cravadas na pele como talha de si mesmo. Rasurando suas conjecturas seguem os poetas... na ânsia de mais uma noite. E o sol não perdoa, grita-lhes as realidades, as horas, os tic taques da verdadeira alma que neste corpo sofre por um pouco de ar... O que fazer? Levantar, lavar o rosto e por a mascara de vida. Enquanto o ser poeta se cala por mais um dia de lida...lendo-se nas entrelinhas dos fatos e guardando a melhor frase para mais tarde...sem alarde... Solta-la no vento frio de mais uma madrugada.

Márcia Poesia de Sá

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SONETO LIVRE AO POETA PRISIONEIRO

Flutua por fendas do abismo poético
Amante das alturas intangíveis
Provocando as solturas em declives
Com asa delta de rimas e lirismo dialético


Verso que brilha traçando no céu
O caminho mais belo, coberto de flores
Expresso, ele fala dos tantos amores
Preso, é sentido na boca o gosto de fel


Ao passo que a liberdade se distancia
O poema aquece o frio da sua existência
No vazio da realidade e saudade da infância


Quando liberto, na embarcação do destino
Pousa na folha de papel de alguém perdido
Deixa esvaziado o poeta, diverte o menino...


Decimar Biagini e Dhênova

sábado, 5 de fevereiro de 2011


O escritor

Os dedos desfilavam no tablado, saltitando letras como crianças brincalhonas, e em frente aos olhos deixavam rastros de passeios e viagens tantas. Os sons estavam adormecidos e a mente fazia festa. Criatividade e improviso namoravam soltos em janelas e por entre frestas.

Algo dele se ausentava, e outros tantos tomavam lugar, lugarejos afastados já compunham seu luar, casarios nas montanhas, caças em matas, pescas em rios. Mulheres, homens, calores e frios... Não era mais apenas um ser humano, era da vida um andarilho. Escavava outras trilhas, outras almas e sentires, e na pele ele sentia outros sons, gostos e matizes

Poderia mudar de nome, de lugar, e mesmo de sexo. Era alma errante, nada o mantinha quieto. Um prazer surreal de descansar sua alma fazia dele teatral, pintor, artista, santo ou demônio. Nada deixava uma pista, do que ele seria após aquele ponto...

Enquanto as horas o engoliam, uma certeza bradava: ele era tantos em si, e ainda um outro em cada alma. O ser seguia sua sina, criando mundos na espera da próxima história, observava os detalhes descritos por cada hora, e os dedos brincalhões aos poucos vão envelhecendo, mas a alma dele era criança, dormiu a maior parte do tempo!

Até que um dia os dedos param, cansados. Enquanto as histórias ainda dão saltos, nos olhos daquele ancião. Quem sentar-se ao seu lado, e der-lhe um dedo de prosa, voará com ele aos outros mundos e sentirá na face os perfumes de todas as auroras.
Mas se finalmente ele partir, estejas certo: será bem quisto em todos os mundos que ele criou, por certo!

Pois um escritor jamais se apaga... Ele apenas assume um de seus personagens, e escreve ainda finais incríveis, nas criações dele, que jamais morrem.

Márcia Poesia de Sá

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A ARTE DA JUSTIÇA (MOTE DA MÁRCIA)

Tal amplitude alcançada pelo operador do direito
Estudando questões elevadas na verticalidade de valores
Em legislação regulada pelo manipulador escorreito
Projetando oscilações alcançadas pela oralidade de atores

Numa base biopsicológica, que transpõe a alma liberta
Na comprovação dos direitos e deveres dos cidadãos modernos
Em característica lógica que impõe a sanção correta
E na busca de suspeitos para os haveres da população em seus infernos

Equacionados corroboram para tornar a perscrutação saborosa
Compreendem a aplicação e o esclarecimento fático ao mundo jurídico
Percorrendo o caminho inverso na reconstituição da ação ruidosa
Que escondem a intenção ao aborrecimento módico do profundo analítico

O suspeito então se vê lançado diante de um júri popular
Na finalidade da razão para sua existência em um juízo atemporal
Fala o perito na intenção do achado triunfante ao ouvido singular
E na rivalidade da paixão surge a consistência de um duelo sem igual

Advogado e Promotor... O Povo e o Acusado ... Quem é Ator? Quem é o Culpado?

Decimar Biagini