segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


Esta vida é uma brincalhona e nos prega peças só para rir...somos marionetes do destino até decidir-mos puxar as cordas da mão do ator...e seguir com nossa peça pessoal sendo ai sim, o diretor! o autor e o ator principal...só ai teremos a verdadeira noção da plateia...do que temos a passar a ensinar, a compor a falar...seremos apenas ai...de fato uma peça que vale a pena ser assistida e os aplausos inevitáveis começarão por nossas próprias mãos ja desamarradas...e livres.

Márcia Poesia de Sá - 14.12.2009

Ah este pensar em cascatas ficam como beija flores bêbados batendo pelas paredes das rimas sem saber por onde sair...ficam apagando e reescrevendo sentimentos e sensações tantas que ja nem acho a pena no lugar...bateram na mesa caiu tudo...os papéis agora misturados já não fazem sentido e o poema se vê desnudo na cama por fazer...que domingo maluco! cheio de eiras e beiras...alegrias e asneiras comtemporaneidade com os loucos que viviam aqui na ultima sexta feira...acabou a tinta vou escrever agora com vinho as palavras que ditarei para você no abismo surreal que acabei de desenhar para te enviar no natal...a surpresa vai te derrubar deste pedestal...e o sorriso dos beija flores ira te reescrever para mim...

Márcia Poesia de sá

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Leve e livre...

Acostumei-me a estar assim
unida em um cacho...petalas irmãs
da mesma rosa...o mesmo aroma...a mesma prosa

Mas o inverno chegou...
e a torrencial lagrima do céu...
desfez a rosa, caimos ao leu

E secamos ao sol
corremos os campos...
cada uma numa direção
até as via voar!
perto das cercas
longe de mim

E pairei em um tronco antigo
de jaboticabeira...
recostei meu corpinho de petala ali...
e fiquei a sentir o vento...
que me pressionava ao solo

De repente dormi...
e acordei fruto
doce e robusto
maduro!
sendo colhida por alguém

acho que o conheço...
rsrs...era o jardineiro
que tempos atrás me podava
aguava e amava

e me chamava de flor

Márcia Poesia de Sá
Tento...atenta...disperso

Ha um clarão na brancura da lua
um corremão na estátua da rua
Sinto-me tua, sendo imensidão
contida, reclusa...em tua mão

Vago correndo por entre linhas
sozinhas, seres desta folha
como uma bolha, inexisto

Insisto, subo...explodo
gotejo, molho...evaporo

Algo ilumina a madrugada
numa lua que se abre e se fecha
como flexa de anjo querubim
E em mim? algo tremula
escassea-se, secura...
da lingua que cala
o grito da alma em povorosa!

Nervosa! feliz, medrosa
sucumbo em meu proprio abismo
e arrisco um sorriso
antes do ponto.

Márcia Poesia de Sá
Peregrino de mim


Busco-me e adentro em vazios
o eco d'alma escandaliza-me
Retiro-me imaginando estar fora
O alardear de horas em que me cego

Corro-me, como se corresse em escaladas
e dos anos não vejo nada, só um ar quente
de janelas fechadas...e nada de mim ha lá

Leio e releio-me em biblias vazias de linhas
palavras carcumidas pelos séculos tantos
sussurro mantras...e rogo a lua que me desnude
a pele branca daquela rua onde escrvi meu nome

Saio entrando em curvas e linhas, rodopio!
pintando verdes as arvorezinhas, arrepio...
que me recolhem em minhas noites gélidas

Me busco, pensando buscar-te
querendo nomear um Deus...quando ja nem sei
Se nomes são de fato reais...nesta busca
onde a unica estrada que existe..
não segue, mas volta!
Para dentro deste ser que grita ser
peregrino de si mesmo!

Márcia Poesia de Sá - 01/09/2009
Sutilezas...


O olhar quase em silencio, observa as paginas que me decompões com calma...um sorriso aqui, outro ali...ficamos por horas assim um lendo a alma do outro em linhas que nem sempre seguem qualquer coerencia, elas apenas saltam aos olhos e pedem um olhar mais profundo...um dedilhar de frases...um leve saborear de palavras ...tantas palavras ja abraçamos juntos enquanto a madrugada faz sinal de silencio aos outros sons possiveis...e os relogios param ao ver este abraço e como um milagre as horas passam lentas...as vezes num segundo, sessenta suspiros, dez lagrimas de emoção...eu e você juntos...um poema da em nossas mãos! E um sonho...
Construir um castelo de nuvens, a beira de um mar azul...onde voem gaivotas e linhas de uma linda estória de amor...onde poetas decompoêm o verso triste e dão as rimas um novo tom...com pinceladas de esperança...escrevem o titulo do mais belo poema visto!...
Poetas amam em silencio! embora bradem seus amores, musas e silencios, ocos, nós e lamentos...apenas o poeta sabe...de seu eu lirico, que gota é real...e que lágrima é fantasia...as vezes...nem ele proprio consegue definir...E assim sendo, cria, ama, chora...mas sempre......escreve!

Márcia Poesia de Sá

terça-feira, 25 de agosto de 2009

OS OLHOS DAS SERPENTES

Quem não sabe amar
Só tem mesmo a perder
Deixe o povo falar
Eles tem muito a aprender

Gente mesquinha e de pouca luz
Materialista, invejosa e futriqueira
Depois que perdem, carregam a cruz
De remoer derrota a toda maneira

A nossa vitória é tão simples
De estar por cima em nosso próprio céu
Pode ser vista como sem requintes
Mas é no simples doce que se vê o puro mel

Eu afirmarei sempre
De cara limpa e coração aberto
Que agradeço a sua mãe e seu ventre
Por permitir que eu tenha ao amor descoberto

Agora, quanto ao povo, deixo cair algumas palavras
Que eles juntem e façam o que quiser
Não gosto dos alcoviteiros, deixe-os com suas mágoas
Nosso amor enfrentará o que vier

Decimar Biagini

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Tu vens

assim quase como quem não sabe se chega ou se volta
se abraça ou empurra...se deixa se foge
Chega assim indeciso quase arisco, como bicho

Voce olha e tira a vista...
encara e baixa o olhar...deixa-o vagar
mas te olho com ternura e compreendo tua loucura
e te deixo se acalmar...

Você assusta ainda mais não quer toda essa paz e foge de vez...
corre serras e abismos...voa alto e despenca
se quebra todo no vento...se desfaz e chora!

Volta sem querer voltar..olha sem querer olhar
busca sem saber como...inquieto coração grita
e você destoa teus sons...acostumado estava ao vazio

Enquanto sinto o vento em meus cabelos
e meu olhar te observa calmo
numa ternura infinita de quem sabe esperar...
enquanto você...

Deita em um cobertor de folhas e aguarda...
pois você foge sem saber pra onde
grita sem saber do que
chora pelo que nem sabe
e....

perde sem saber ...
que ama sem querer...

Márcia Poesia de Sa

sábado, 1 de agosto de 2009


A valsa dos pintores


Ela nos olha estática e branca
aguarda nosso versejar em cor
enquanto dentro do artista clama!
preciso sair...por favor...

Um grito mudo, ensurdecedor
A dor do encéfalo em combustão
Imaginação desabrochando em flor
Na mão a porta, a solução

Aquece o peito, a mente profusão!
escorrem idéias, cores e emoção
pincel tateia, firme condução
e nela nasce a grande explosão

Carmins se beijam na paixão
e violáceos se encantam
pincéis azuis bailam conosco
na dança louca deste encontro

Energia que não tem fim
arco iris de êxtase pleno
adoração de um querubim
paz, vida, amor ao extremo

Frenético vai e vem de cores
pingos de suor ao chão
na mente, a representação de amores
na tela, a do coração.

Márcia Poesia de Sá e André Luiz Anlub

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Márcia Poesia de Sá

Restos...



Histórias escritas em paredes de pedras
heras transformam monumento em jardim
Tantos améns ecoam graves....
nos restos mortáis da catedral em ruínas
Reconheço as flores que ali habitavam
sento na grama, choro de saudade de mim


Márcia de Sá - 2009.


"Quero teus acordes nas minhas cordas vocais

quero o dedilhar do violão na minha pele

enquanto para tí tocarei arpas de vento

Seremos a sinfonia das festas de Baco

E a ilusão cósmica das taras de Éros

no Olimpo das perdições carnais

Toque a mais bela musica que puder

e deixe que as notas procriem nossos filhos"


Márcia Poesia De Sá

Notas Harmônicas...


Deixa que meu sol te ilumine

e em mi toque pra mim

farei de tudo pra te fazer feliz

e de meu core tenha dó

retira de meu peito esta dor

faça de tudo,sonha...canta!

lá no meu céu só ha você

e em si saberás...que somos
Loucos amores poéticos



Márcia de Sá

Decícias de mim


Olho o que há escondido
abaixo da pele...
e me apaixono

Há um tanto de poesia
escrito em caneta dourada
no vermelho das fibras

Há flores do campo
balançando ao vento de mim

Há uma lua cheia no céu do meu pensar
que sempre brilha por você...para você

Minhas delícias são todas
plantadas com pensamentos
e revoltas cores num bailar infinito

Márcia de Sá

Sinfonia da Natureza


Os tons dos teus sonhos
ecoam na minha alma
o burburinho das fontes
me eleva aos anjos
Deixa que as borboletas voem
e se façam cor em meus olhos
Que o colibrí do meu desejo
beije teus olhos de cidade
Notas musicais perfeitas
são tocadas por pan
Meus ouvidos se deitam
para escutar o teu som
Nobre mãe tão linda...
me aceita como uma das tuas claves!

Márcia Poesia de Sá

"A fada sorri!"

Uma tarde iluminada
em um lago transparente
conversas animadas
com miniaturas de gente

Peixinhos vieram ver
a visita inesperada
os gnomos comemoram
a chegada de uma fada

Na floresta encantada
todos riem, fazem festa!
Anorkinda, lá sentada
escutando uma seresta

O sorriso dela brilha
os olhos iluminam o dia
essa fada é muito linda
espírito que irradia!

As conversas das meninas
duraram todo o dia
entre fadas, gnomos e elfos
várias pitadas de fantasia....

Márcia de Sá

Amantes Eternos


Quero a tua boca...
esse chão de estrelas...
quero viajar nos cometas do teu mar..
sou espirito vago,filha da natureza
sou a mae Terra querendo procriar

No teu chão repouso meus pés
no teu corpo deito minha alma extasiada
nos teus caminhos tortuosos encontro minha morada
e na curva do teu corpo meu olhar se perde ...

Perca-se pois ó poeta enluarado
na minha vida fiz passado
as dores que ja nao sinto
sou poesia cifrada
imagem perdida no limbo

Quero beijar-te os olhos...
a face, tudo de ti
quero, amar-te no ceu
e esquecer todo o porvir

Em ti minha potência encontrou expressão
Derramas vida ao seu redor ao mesmo tempo que me amas
Quero emudecer teus sussurros em águas claras
Beijar-te na luz do luar em nossa face

Serei tua na lua cheia..
às margens do rio que ja secou
serei amante ,amada, amiga
serei o sonho que restou

serei a alma em carne viva
o pulsar do poema que congelou
Sou a poesia fundida na Terra
Cristal de sonhos coagulados no seio da Mãe

Serei teu parceiro de cada Aurora
Prometida no adeus crepuscular

Márcia Poesia de Sá e Sírius A

Eco de Poesia

Que se faça o mais belo poema
que as palavras se abracem em rimas
Que o amor supere obstáculos
que a verdade então se defina ( primeiro quarteto)Márcia

Não se perca nos nós do sistema
Não se deixe quedar pelas sinas
Não se prenda a outros tentáculos
Não permita que fechem as retinas

Onde as cores então silenciam
e ao longe...se ouvem sons
deste poema ecoa melodia ( primeiro teceto)Márcia

Onde as dores não gritariam
E só vivam momentos bons
Num esquema de plena harmonia.

Márcia Poesia de Sá e Wasil Sacharuk

CORAÇÃO ALMOFADINHA

Aqui dentro do peito
Pode ver...
tenho um coração
perfeito pra você

Assente com jeito
Recoste...
tenho uma bênção
você vai querer

vou cuidar de você
faze-lo rir a valer
levá-lo pra um sonho lindo
sente-se e irá ver

comeremos algodão doce
passearemos na praia
falaremos de amor
e de brincadeiras de pirraia

Meu coração é tão morno
braços estendidos ao léu
aqui tem conforto
carinho, chamego e céu

gosto de abraço apertado
de cheiro de mato
de cha de canela

vivo assim rodeada
de gente antenada
e folhas de papel

vem pra dentro
da minha casinha
senta na cadeirinha

que vou buscar
canja de galinha
e por um sorriso
bem lindo nessa carinha!

aconchego com canção
de ninar que acarinha
com meu coração
almofadinha!

Márcia Poesia de Sá e Anorkinda

Desenhando em água

A luz luta para penetrar a neblina
enquanto gotas de chuva desenham na água
concêntricos e líquidos mistérios

Procuro desvendar nossas segredos
nossos sonhos derretidos
no fluido espairecer do anoitecer

Entre a distância de tuas promessas
e a solidão do meu ser
encontrei amor nos ecos de nosso viver

Márcia Poesia de Sá, Sírius A e Anorkinda

Noite em devaneio

Fui levada de meu sonho por um dragão prateado
que mostrou-me toda magia de uma noite de lua cheia...

Vi os contornos da aurora se formando em luz dourada...
Conheci os segredos de um mundo em trevas delineado...

Beijei ardores dos astros apaixonados
e bailei na companhia dos mistérios inefáveis...

Não sei como aconteceu...foi o vento...
mas quando o sol chegou...estava só no meu leito...

Na solidão de minha vida, construo sonhos de luar
e me entrego aos perigos de toda a vida....

Lá longe, meu castelo me espera..."

Márcia de Sá * Sírius B * Anorkinda

Sutilezas de minha vida

Nas sutis linhas de minha vida
fiz meu ninho

Na fragilidade de minha dor
doei meu amor

Com fé nas luzes do caminho
compus a lida

Com a coragem e o ardor
criei meu sabor

E a flor bailarina...de saia de voal...
deixa-se ser conduzida
por seu par predileto...o vento.

Anorkinda, Marcia de Sá e Sirius A

Parceiras

Pelas areias e de mãos dadas,
vamos trilhando com carinho nossa história...

Pelos tempos e em versos doces,
vamos flutuando embevecidas com nossa memória...

Memória de entranhas fluidas....
De vidas futuras agarradas a gerações....

Sentindo mais do que pensando....
Vivendo mais do que passando....

Lembrando mais do que amando....
E assim poetizando....eternamente em nós.

Márcia de Sá e Anorkinda


Voo de borboletas

Coleguinhas borboletas...coloridas pelo sol
de lilases, framboesas...tantas cores no varal
voam juntas tão alegres rodeando o roseiral
o perfume que exalam é sentido no Nepal...

Amiguinhas coloridas, se divertem ao sol
voando perto, voando rápido e em paz
voar junto delas eu sou capaz
meu olhar devaneia e em cor se desfaz

Rodas, pétalas e flores, vejo...
Suaves cores de sol, almejo...
Poesia de uma foto, festejo...

Como expressar um sorriso
no largo campo colorido
de verdes e rouxinóis

Voar com borboletas
é deslizar nua pelo ar
em felicidade total

Anorkinda e Márcia de Sá

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Saudade das minhas cores

Hoje minha cor quis aparecer
fui até a janela e a vi
ela estava tão linda e faceira
de vestido branco e tinha rendas

Sorriu para mim com ternura
como quem já queria voltar
mas na grama correu como criança
E me permitiu apenas observar

e olhando os passarinhos começou a gargalhar
se desfez em um espectro colorido lindo!
e fez-se um arco-ires em meu olhar

Sumiram então aos poucos as nuances
que o sol fez questão de abrilhantar
mas o cheiro delas ainda guardo
na minha maneira de olhar
Márcia Poesia de Sá

sexta-feira, 26 de junho de 2009


Tantas cores...sejam sempre bem vindos...
e obrigada...
Márcia Poesia de Sá

quinta-feira, 25 de junho de 2009


Dois sentidos

tão sentidos...
incabidos?
benditos!

voam assim de distâncias tantas
e se encontram irremediavelmente apaixonados
em meio ao nada, que já não se impõe
que se afasta já sem espaço

em meio a tão bela paixão!
e desenham juntos
e bailam ternos no ar das possibilidades

Márcia Poesia de Sá

Tua Boca

Tua boca, louca boca de línguas tantas
de esperas e encantos, palavras soltas
ela me encanta, me embriaga de tanto querer
é nela que me imagino vagar assim...bem devagar

Boca, louca e linda que jamais ouvi o som
me arrepia ao vê-la assim sorrindo pra mim
neste vão de calor, onde salivas se aguardam em paz
enquanto eu seco e queimo ardentemente por ela

Márcia Poesia de Sá

terça-feira, 23 de junho de 2009


Acróstico Trapaça


Traçoeiros e vãos são os corvos
Roedeira de telhados aflitos
Amadureceram frutas como letras
Pontearam os filhotes nos ninhos
Arrancaram a maçã madura...e o
Ç da maçã...roubaram
Aterrorizaram os poetas aflitos

Márcia Poesia de Sá

segunda-feira, 22 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

SONETOS DO DECIMAR (TODOS FEITOS NO DOMINGO)

VAI SONETO

Espalhe-se soneto livre
Na cura do novo mundo
Traga o verso que não tive
Exponha meu eu profundo

Percorra as frestas das dores
Em cicatrizes mais humanas
Leve aos leitos mil flores
Reduza os anos em semanas

Ensine o homem a ser feliz
Faça o que não pude fazer
Leve o amor a quem lhe quis

Depois volte para me dizer
Se tornei-me na vida aprendiz
Então poderei em paz morrer

Decimar Biagini


SONETO LIVRE AO SONETO LIVRE



Não gosto da métrica
Pois paciência não tive
Gosto do soneto livre
A rima é como páprica

Tempero de combinações
A sonoridade trás emoções
Como cantar com letras
Sem regras obsoletas

No entanto os versos
Única regra de formato
Em desafios complexos

Transbordar sentimentos
Em quatorze versos conexos
Sem trazer aborrecimentos

Decimar Biagini

SONETO AOS COMENTÁRIOS

_____________

Que sorte a minha
Fui buscar consolo
No singelo soneto
Nem amigos tinha

Fiz dele um gueto
De poetas amigos
Tudo tem conserto
Inclusive os motivos

Falar de saudade
De solidão e agonia
Ameniza a ansiedade

Trás ao poeta alegria
Colegas com sinceridade
Trouxeram-me a luz do dia

Decimar Biagini

SONETO À ESPERA


Na busca de distração no tempo
Vejo a vela da vida em candelabro
A última resina se foi com o vento
E novamente, o tempo fica vago

Fico a espera de minha amada
Que traga-me a luz tão logo
Fazer poemas é quase nada
Para essa ansiedade que jogo

O soneto se vestiu de amigo
Para curar-me do mal da saudade
Tão logo se encerre no que digo

Trará ao poeta nova ansiedade
Qual será então a temática?
Que seja amor ao invés de saudade

Decimar Biagini

SONETO AO DESABAFO DA MÁRCIA



Minha Poetisa das cores
Por que murchas sem amor?
A vida tem dissabores
Mas não desanimes por favor

O silêncio é mesmo frustrante
Tem gente que é assim
Eu mesmo já fiz, que brutamonte
Pois esperava muito de mim

Nem todos tem tempo
Essa criação do diabo
Amigos vão com o vento

Culpa do silêncio macabro
Mas não esqueça, tudo é momento
Troque a vela de seu candelabro

Decimar Biagini

segunda-feira, 1 de junho de 2009


Versos curam tudo


Verso solta os bichos
que estavam na garganta
eles são tão livres
gotas de esperança
falam de amor
de sonhos e devaneios
falam de dor de saudade
de calar o que não veio
Falam de tudo e de todos
liberam a energia retesada
Sempre farei de minha vida "o universo"
um único verso...a unir teu versar ao meu
para dizer que sempre vou te amar
e se um dia eu quiser chorar...
chorarei rimando pois assim
fica mais belo meu pranto
Se doer vou embelezar a dor
iluminar o escuro
sondar as letras e deixar que elas
me façam companhia nesta estrada
que desde que te conheci...chamo de sonho...

Márcia Poesia de Sá

domingo, 31 de maio de 2009


Beijos nas ideologias

De nada adianta viver
se não ouço nem respondo
aos questionamentos da minha alma
Se apenas os impulsos são lidos e relidos
incoerentes,insanos e indefinidos
perdidos num mar sem razão de ser...
Será que não existe uma certa esclerose neste pensamento global?
Quero de fato,apenas a interpretação de minhas verdades
desde que as mesmas reflitam uma certa coerência com o bem comum
Gostaria de fulminar o egoísmo, más ai talvez ainda seja utopia...
Quero pensar sem amarras...e concluir sem remorso...
Beijar a boca do bom senso...e pôr uma única pedra que seja...
No caminho de um mundo melhor a todos!

Márcia Poesia de Sá

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O que é ser poeta?....ser artista?....ser compositor?

É saber por em palavras, telas e músicas os sentimentos e inquietações...
ou será que é ter algo interno que se debate e precisa sair de alguma forma
Ou será ainda, a capacidade se expandir a consciência alheia?

Eu pessoalmente não acredito muito na arte que sofre para nascer
no poeta que se remói pra achar as rimas...no pintor que desmancha sua tela várias vezes até encontrar o que já estava lá desde o princípio...más é apenas uma opinião minha...um pensar.....talvez seja ainda...
talvez, uma maneira suave de levar o leitor,espectador pela mão...
e mostrar-lhe seu mundo....talvez ainda e aí sim, minha maneira de pensar
ser poeta é escrever com o coração...coisas que o cérebro pensa
a pele sente e os olhos fecham....
é doar-se sem medo de se expor
é abrir a alma e deixar que voem as borboletas da imaginação.

terça-feira, 26 de maio de 2009


Fogo nas veias Poéticas

É pintura na tela, paisagem
é a cor da emoção, é pecado
é vermelho, certeiro e em cheio
é o cheiro, o gozo, o abraço

O arrepio que corre no corpo
os joelhos que tremem na base
é paixão quase certa, moça
é amanhecer com prazer na bagagem

O beijo na boca da noite
Lingua na goela dos anjos
sangue que borbulha nas veias
olhos úmidos de prazer e espanto

é loucura que rasga o tempo
relógios de prazeres ao vento
é toque de pluma de ganso
arrepio na pele dos santos

É roubar o fazer num instante
é querer e poder, num rompante
é a vida! de fato e adiante
somos tontos loucos e profanos.

Dhenova & Márcia Poesia de Sá
fevereiro 2009

Deu a louca na Floresta Encantada

A natural calma da floresta
é abalada com a lua cheia
os rios levantam-se intrépidos
pra ver o que há no céu...

As fadas serpenteiam o ar
os fogos começam a saltar
uma transformação estranha...
fadas viram salamandras

e trolls invadem a cena
numa dança provocante
salamandras inexperientes
revesam-se na parceria

Gnomos fazem ginástica
duendes ficam calmos
uma loucura danada
atores doidos e sem palco

uma lua brilhante
observa calada
as fadas em todo furor
escrevendo só palavras

os elfos jogam bola
e ondinas trazem
biscoitos apimentados
nesta noite tresloucada

Na mais pura inocência
as nuvens observam a piração
e a lua cheia... inchada
não aguenta e dá risada!

Anorkinda Neide e Márcia Poesia de Sá

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alexandre Almeida...e apenas uma de suas obras!

Para Alexandre Almeida Amigo muito querido e escultor excelente...

Do lixo...magica arte

No que pensas? Deus das formas...
nas entranhas de teu aço?
mergulhando no verniz o teu espaço
no oco vazio da imaginação

Não te preocupes menino lindo...
pois tuas mãos já encontraram o caminho
e da natureza retiras os espinhos
transformando-os em arte e prazer

Tuas maquinas,bichos e pesadelos
já não amedrontam quem tu virás a ser
artista da emoção em solda e em fogo
o calor da tua alma me faz arder

Impactante visão de força
poesia tosca esse teu viver
lixo,arte,força e poesia
ferro,aço a derreter...

Márcia Poesia de Sá

Visita da brisa

Vim dar-te um beijo
aquecer tua nuca com meu hálito
e na partida da ultima estrela
fazer um arco ires de espasmos

Vim dar-te meu tempo
um coração embalado
em celofane brilhante
um perfume na janela entrará

Sentado na escrivaninha da vida
sentiras a brisa ofegante e terna
das paixões utópicas radiantes
do eterno desejo escondido

E quando hoje deitares
invadirei teus sonhos pueris
farei poesias nas nuvens
não te deixarei dormir...

Márcia Poesia de Sá

Verdes folhas aladas

Tu...ser da floresta
faz meus olhos em festa
iluminas meu viver
nas manhãs em que acordo triste
teu voo lindo me faz emudecer
A natureza em ti fez um brinde
te transformou no mais bonito ser
de repugnante e rastejante inseto
em folhas aladas pra enternecer
assim também vivem alguns poetas
reclusos ! sérios, só a escrever...
mas seus poemas saem das janelas
e voam livre ao entardecer.

Márcia Poesia de Sá


Para uma fadinha amiga (Anorkinda)

Alguém já te disse...
que tens olhos de meninice...
que tens o sorriso de Alice
que tens gnomos no ar?

Alguém já te disse?
que és fantasia e festa
que inundas as matas e o mar
com seus sorrisos e deuses?

Alguém já te disse?
que conquistas com o sorriso
que invades com as palavras
e tomas conta de nossos corações?

Alguém já te disse?
que queria sentar contigo
no banquinho dos contos de fadas
e descobrir de repente...que a fada és tu...?

Márcia Poesia de Sá (2009)

domingo, 24 de maio de 2009





Magias de Sacharuk


Ele se diz obtuso
um cara um tanto confuso
vasto em pensamentos
mas pra falar,é um custo!

Mente vibrante...sagaz
admiro demais este rapaz
Pai afetuoso e doce
amante da bela musa

Crítico,inteligente
ateu por opção
mas Deus o ama muito
fez dele, até canção

Nas tuas músicas,viajo...
nas poesias divago....
voo alto em tuas letras
piso no chão e te aplaudo!

O cara lesiona,escreve....
emociona e compõe
dizem que ele é bruxo
faz de poesia poções....

E nas noites de lua cheia
nos encanta de alegria
nome estranho esse : Wasil
prefiro chamar-te....Poesia!

Márcia Poesia de Sá

sábado, 23 de maio de 2009


Obsoleta convicção

Muitas vezes nos achamos resguardados
na certeza convicta de ter fechado o cadeado
do peito...ter cansado da guerra,já ter desistido!
estar protegido das loucas travessuras de cupido

Mas ele,excelente arqueiro da mitologia
esconde-se em linhas transparentes
finge-se de morto até...
sorri no canto de boca,dagente

Olha quieto por algum tempo
pensamos até conseguir iludi-lo
pobres de nós! inocentes idiotas

Ele nos flecha na mais estranha hora
de forma certeira e inglória
e sai chutando pedrinhas...sorrindo em nossa estória...

Márcia Poesia de Sá

MATURAMENTO

É preciso travar insistentemente:
a luta contra o preconceito
o cuidado com a paixão ardente
a fuga do próprio sujeito
em evolução constante da mente
o amar sem ver defeito
para poder seguir em frente

Decimar Biagini
Tela de Josephine Wall



Fuga para amar nas estrelas


Vim de longe de outras eras
outras vidas sabe-se la
venho vestida de estrela
para teu céu iluminar

Trago na alma todas as cores
que me desnudas ao luar
amando tua alma com cheiro de flores
só tu me pôs hoje a versar

Minha alma pressente a tua
reverencia a afinidade
e de mãos dadas as duas
trocam confidências com a eternidade

Beijo assim tuas mãos
minha fada do sorriso
meu coração está morno
pois tão morno é teu abrigo

Teu abraço nesse enlace
de poesia e amizade
um amor tão surreal
que minha alma invade

E vamos embora pra o Olimpo
passear ao redor de Gaia
somos almas livres enfim
dessa casca que atrapalha!

Márcia Poesia de Sá
Texto escrito para minha amiga e excelente escritora, a poetisa Neide Escada da Rosa

Presunção

Ela se vê como castelo ao vento
Paredes sólidas de rocha e ar
não se apercebe que de tempos em tempos
pequenas pedrinhas começam a rolar

Não vê que o solo arenoso e pobre
a tanto tempo...já não resistirá
e abalada, a base nada sólida...
o teu castelo se despedaçará

De pé com olhos em horizontes mortos
cresce a cegueira desta humanidade
que mais cedo ou mais tarde...
te devorará

Márcia Poesia de Sá

Predadores - Acróstico


Pena...que pena dos homens
roendo seu próprio alicerce
enganados pela ganância
diluem-se pensando errado
a natureza nem sempre se recompõe
doidos !!! os que predam seus irmãos...
outro mundo não teremos...cuidem!
Rios, animais , mares e ares...
estes todos somos vós!!!
sem eles...morremos nós.

Márcia Poesia de Sá

terça-feira, 19 de maio de 2009


Impossível



Impossível não se inspirar

quando tudo que respiro é poesia

Impossível não apaixonar

por este sorriso de criança

Impossível não desejar

uma lua cheia e só nós dois

Impossível não querer

uma vida com você a dois

Impossível não sonhar

e abraçar-te em meus sonhos

Impossível não rever

preconceitos e conceitos

quase sempre tão medonhos

Impossível não levar

você dentro do meu peito

parte total do meu sonho

Impossível! Impossível!

é não rever esta palavra

Apaga-la dos arquivos

deste poético coração

Que te ama de verdade

que se entrega a toda hora

Que faz de ti minha estória

Que é ainda e sempre...

A rima da razão.


Márcia Poesia de Sá

sábado, 16 de maio de 2009

Tela de Bierstadt

O beijo da morte
Hoje olhei os olhos da morte e ela estava triste...
ela me falou do vazio de estar sempre só
me disse que tanto tentou fazer amigos...
mas que ninguém a deseja por perto
e ela é sempre escorraçada....
Hoje falei com a morte e tive pena dela, coitada...
tudo que ela deseja é apenas ser amada
ser compreendida e desejada....
ou se isto tudo, não for possível
pois que ao menos saibam aceita-la!
Doce e bondosa criatura...
que apenas nos tira deste limiar do nada
onde todas as poesias já foram apagadas
e um verme percorre as entranhas do poeta
Ela nos socorre da dor futura
que caminha em galopes rápidos
a nossa procura.....
ela apenas nos cura!
Hoje beijei a morte
e senti em seus lábios a mais inebriante doçura
um toque terno que me abraça lentamente
enquanto crava em meu coração devidamente anestesiado
A lança fria de caridade e ternura
me tirando assim em sonhos coloridos
desta vida de dor e sepultura
beijando-me apaixonada os olhos e a boca
Com a mais doce candura...........
Márcia Poesia de Sá

domingo, 10 de maio de 2009


Quando o sol nascer...


Quando o sol nascer
que seja lindo e morno
iluminando a alma
de quem se achava absorto

Que venha brilhante ,sorrindo
Que venha faceiro e alegre
que venha assim desse jeito
manso,meigo,carinhoso e lindo


Que guarde em si as dores do ontem
que as deixem queimar,mansamente
que as cinzas voem pra longe

Que as estradas sirvam de livro
pra aprender a cada passo
que o sol seja amigo! quando nascer....

Márcia Poesia de Sá

sexta-feira, 8 de maio de 2009


Texto....A lágrima e o coração


Senti algo nos olhos.....não sabia bem do que se tratava....
quando de repente ela aparece....
más debruçada em meus cílios, antes de desmoronar, ela observa o que faço naquele momento... e o que havia a expulsado de meus olhos pela pressão dos batimentos de meu coração......
Ela viu o teu poema, e o leu comigo enquanto se deitava em meus olhos meio em duvida de sair.....apenas por medo de umedecer o papel e borrar tuas letras,ela decide voltar e eu a engulo....
ela lá dentro, conversa com meu coração e o acalma dizendo.....
- não faz assim....foi apenas uma poesia....uma beleza escrita....uma alma de poeta que a fez ver colibris em pleno dia....não fica assim querido coração...cuida bem de ti.....pois emoções deste calibre só te fazem bem....
E não precisas de mim....pois seria o mesmo que chorar quando o sol nasce....ou quando um amor renasce.

E a lágrima e meu coração se fundiram num terno abraço,pensando em ti.....

Márcia Poesia de Sá



Tela de Josephine Wall

Voo livre....

Ando versando nuances de mim
sou a poesia em passos lentos
o voo do colibri dentre telhados de vento
mergulho em minha cor e me busco

Sou a terapia dos vazios inclusos
agendo os dias pelas tuas horas
E perco a cadeira do teu cinema
na estranha alça do teu pensar

Vago solta,livre....tão sozinha...
que me perco de mim mesma
brinco só de esconde-esconde...

Mas reintegro o poema
com carinho e dilemas
juntando poeiras de quem sou.

Márcia Poesia de Sá





quarta-feira, 6 de maio de 2009



Eu,eu eu........



Quem pode me dizer se sou areia ou rocha

se voo ao vento ou estaciono lento

Admiro paisagens ou faço parte delas?

Se sou miragem ou realidade....



Sou um tanto de flor aberta

interrogação que ama

poesia que declama incerta



Sou passagem de vento de mar

O que eu fui já não sou eu, é certo!

E o que serei só Deus saberá



Para mim já basta essa inconstância eterna

esta inquietude que me faz voar....



Márcia Poesia de Sá


Rio............



Vem desbravando as terras em teu caminho

cortando serras....mergulhando cachoeiras!

Vem nos mostrando a força do teu desejo

Um sonho salgado que trás nos olhos

Vem sem parar,sem se deixar estagnar

Vem virando remanso ou mar

mas por favor...meu querido....



permita-me nas tuas águas me banhar



Márcia Poesia de Sá